terça-feira, 15 de maio de 2012

Relato reflexivo

Meu nome é Rogério e ao receber o convite para fazer parte do curso, senti uma enorme alegria, pois sabia que seria mais um desafio, pois sou formado em letras, e estou fora da sala de aula há mais de 04 anos, como formador de opinião e hoje atuante como Professor Coordenador o curso é essencial, pois consigo ter um olhar mais especial ao distribuir as palavras ou fazer as argumentações necessárias no meu cotidiano escolar.O curso possibilitou-me ampliar e rever conceitos acerca dos diferentes gêneros textuais, bem como as inúmeras possibilidades sobre a leitura e a escrita, que acrescentaram de maneira significante a minha prática diante da ação docente.Estar inserido nesse mecanismo digital é de fundamental importância, pois propicia uma ferramenta de usca, mas um busca interna, onde vamos nos aperfeiçoando diante de todas essas transformações tecnológicas que é a globalização, inseridas automaticamente, pois cotidianamente estamos em contato com essas inovações e cabe-nos a modificação para desempenharmos profissionalmente ações capazes de modificar e levar o aluno ao sucesso no processo ensino x aprendizagem.A construção do blog, por exemplo, foi uma dessas ferramentas, é um recurso de interação e transmissor de conceitos, onde o leitor tem contato direto com diferentes tipos de informações, selecionando e julgando aquilo que é necessário para si. É possível trabalhar e utilizar o blog em aula, para que o aluno tenha contato com essa ferramenta de outras maneiras, levando-o a interação e a aprendizagem.Cabe elencar que o conhecimento de mundo é necessário, mas diante de tantos recursos lingüísticos, devemos nos aprimorar e buscar renovar as práticas necessárias para colocarmos em ação diante da nossa profissão.O acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação, sobretudo à Internet, é hoje imprescindível para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Não se trata somente de mudar de caneta tinteiro para esferográfica, como aconteceu no passado, ou trocar o teclado da máquina de escrever pelo do computador. Trata-se de ter acesso a uma grande quantidade de informações e de oportunidades de comunicação, sem as quais fica difícil formar o cidadão contemporâneo. Como em outros espaços letrados, o leitor/escritor do mundo digital necessita desenvolver competências leitoras e escritoras específicas, significativas nessa forma de comunicação.
Relato reflexivo sobre o curso "Leitura e Escrita em contexto digital" Sempre gostei de estudar, estou sempre procurando algo a mais, mesmo não estando em sala de aula, acredito que estar sempre buscando conhecimento é o caminho para um trabalho prazeroso e produtivo. Quando iniciei o curso, tive muito receio com o tema, pois não tenho orkut, facebook e nem mesmo consigo conversar pela internet pela dificuldade de escrever nesse novo idioma, o "internetês". Tive uma surpresa muito boa com os textos e as atividades, é impressionante como podemos sempre aprender mais, mesmo quando não estamos familiarizados com o assunto. Realmente este curso trouxe-nos boas e importantes reflexões, fundamentais para que possamos acompanhar o progresso tecnológico que invade todos os lugares e como não poderia deixar de ser, a escola. Outra surpresa foi trabalhar em grupo à distância e o que é mais incrível, o trabalho dar resultado. Confesso que fiquei assustada e até pensei que certamente não daria certo, mas quando vejo o blog, as conversas, a interação que ocorreu, percebo que quando nos permitimos participar de algo novo com vontade, não tem como não dar certo, foi muito bom, tenho muito orgulho em falar sobre o que realizamos. Depois de montar o blog percebo que não é tão difícil encarar o que não conhecemos e como é importante reconhecer o temos uma ferramenta e tanto para motivar e promover aprendizagens realmente significativas. Com certeza, o curso foi um impulso para que eu pudesse perceber que este mundo de informações está aí, estamos sendo engolidos por ele e precisamos urgentemente rever nossos conceitos do que propicia aprendizagem, com certeza não vou parar por aqui, quem sabe logo, logo não estarei conversando no estranho e necessário idioma novo? Elaine.

Relato reflexivo

      Ao iniciar este curso fiquei com certo receio, poís sabia que teria que enfrentar um dos meus fantasmas "escrever", porém, ao iniciá-lo me senti mais confiante.
      As atividades propostas foram desafiadoras, interessantes e prazerosas, algumas gostei mais, como: a atividade do modúlo II de escrever um texto de depoimento de leitura e escrita, que me fez recordar momentos tão importantes da minha alfabetização, a atividade de escrita de diferentes gêneros que além de ampliar meus conhecimentos sobre o tema, me divertiu bastante na construção do texto de jornal e o blog que apesar de não tê-lo construido aprendi muito nas pesquisas feitas no blogger e nas tentativas de alimentá-lo; nunca tinha passado pela minha cabeça usá-lo para colaboração na aprendizagem, hoje já tenho planos futuros para o uso desta ferramenta. A troca de experiências feitas nos fórum com os colegas muito me fez refletir, é uma pena não termos mais tempo para as postagens e bate papos.
       O conhecimento adquirido em cada modúlo, nas atividade discursiva, nas atividades objetivas, na leitura dos textos muito contribuiram para ampliar meus conhecimentos e refletir sobre a importância da leitura e escrita, principalmente no contexto digital, modificando assim meus conceitos e aprimorando a minha prática pedagógica.
     
                                                                                                                                         Vera Leão.

Relato reflexivo

Para mim ter a oportunidade de fazer este curso foi muito gratificante, pois adoro tecnologia e amo a leitura e acredito que estes dois elementos aliados é muito poderoso e de suma importância no cotidiano escolar.

É inerente que os nossos alunos (nativos digitais) se sintam frustrados em não encontrar na escola um ambiente tecnológico condizente com a sua realidade de mundo atual.

Precisamos sim ter ferramentas e muito preparo para trabalharmos com estes “nativos digitais” e como sou responsável pela Sala de Leitura, aprender sobre leitura e escrita em contexto digital me abriu um leque de possibilidades.

Outra coisa muito importante e que eu não poderia deixar de relatar é a interação prazerosa que ocorreu na minha escola com os professores que também fizeram o curso. Tornou-se uma prática cotidiana chegarmos à escola e ficarmos discutindo as atividades propostas, um ajudando e incentivando o outro.

Produzir os textos propostos das atividades para mim foi um desafio prazeroso, confesso que tenho muita dificuldade em escrever, mais produzir os textos em contexto digital foi muito mais fácil do que escrever no papel e a interação com os integrantes do grupo foi uma experiência muito boa.

A montagem do Blog coletivo foi muito interessante, uma possibilidade que eu nunca havia pensado e vivenciado, já havia montado um Blog da Sala de Leitura junto com os alunos, não de forma coletiva, mais depois desta experiência o blog foi reformulado e hoje eu tenho muito mais segurança de fazer uso deste instrumento. Para quem quiser conhecer o Blog que eu montei este é o endereço: http://saladeleituraeejosecandido.blogspot.com.br/ sugestões serão bem vindas.

E por fim eu não poderia deixar de agradecer a Jeanny pela paciência e bom senso e a Elaine, esta brava e corajosa companheira que tomou a frente do grupo e montou o Blog que ficou lindo.

Abraço a todos

Silvana

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Recomendo aos educadores a leitura do livro: Aula nota 10 de Doug Lemov(2011), especialmente os capítulos 10, 11 e 12 que tratam da Leitura. http://ggte.unicamp.br/redefor/files/livro.pdf

Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore


Lindo e emocionante!!

O poder curativo dos livros numa carta de amor aos mesmos. Afinal é nos livros que podemos encontrar a fonte da juventude! 
Uma história sobre pessoas que dedicam as suas vidas aos livros e de livros que devolvem esse favor. Com o título original "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" foi o Vencedor do Óscar 2012 para filme de animação, curta metragem.

pizidoro





quarta-feira, 2 de maio de 2012

Amar a Leitura é algo maravilhoso e encantador, o texto de Clarice Lispector nos leva a refletir como pode ser mágico adquirir o gosto pela leitura...

Felicidade clandestina - Clarice Lispector
Clarice LispectorO Primeiro Beijo
São Paulo, Ed. Ática, 1996

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.